Consumo de benzodiazepínicos aumenta no país

Consumo de benzodiazepínicos

Consumo de benzodiazepínicos aumenta no país

Alprazolam, diazepam midazolam e outros tantos “pans” da vida que relaxam os brasileiros a cada noite de sono, assim o consumo de benzodiazepínicos aumenta no país gradativamente os medicamentos hipnóticos e ansiolíticos utilizados por boa parte da população brasileira, especialmente do gênero feminino tem crescido.

Estes tratam quadros de ansiedade, transtorno de humor, insônia, crises convulsivas e outras condições relacionadas ao sistema nervoso central. O artigo publicado por Fernando Mellis no portal R7 aponta que os brasileiros compraram em 2018 em torno de 56,6 milhões de caixas de medicamentos considerados como calmantes ou benzodiazepínicos. Algo em torno de 6.471 caixas vendidas por hora ou 1,4 bilhão de comprimidos anuais. Os números apresentados pela pesquisa foram retirados do SNGPC em um levantamento realizado pela ANVISA.

Em oito anos houve um salto na venda de oito medicamentos, somando 505 milhões de caixas. Mas como nós brasileiros estamos chegando nesse patamar de consumo de medicamentos tarja preta?

Segundo Rodrigo Martins Leite, diretor do Hospital das Clínicas da USP, os momentos ruins levam as pessoas a terem uma percepção pior da saúde mental, deste modo, o medicamento pode servir como um paliativo rápido para “lidar” com certos processos.

Desde 2013, os estudos apontavam que 5,6% e 21% da população do Brasil consumia os benzodiazepínicos, sendo frequentemente usado no longo prazo por mulheres e idosos. Dentro do levantamento, o campeão vendido em todo o território nacional é o clonazepam, o famoso Rivotril®. Em torno de 233,3 milhões de caixas foram vendidas em oito anos.

Contudo o uso desses medicamentos demonstra que a saúde mental do brasileiro vem piorando com o passar do tempo. Atualmente, com o estresse, alta competitividade, mudança e oscilações do mercado e problemas sociais, nossa população não está sabendo lidar com as dificuldades de uma vez só.

Por que os tarja preta fazem mal ao longo prazo

Agora que sabemos que o consumo de benzodiazepínicos aumenta no país a cada dia mais, temos que entender o porque os tarja preta fazem mal ao longo prazo, justamente por ser um tema amplamente discutido pelos médicos. A matéria do portal Doctoralia apresentou que o principal problema do clonazepam e de todos os outros tarja preta, no longo prazo, é o surgimento da dependência ao medicamento.

Além do mais, por conta da tolerância natural do organismo, o corpo precisa de cada vez mais remédio para suprir os mesmos efeitos iniciais de quando se começa o tratamento medicamentoso. Quando a medicação é diminuída ou descontinuada, podem surgir efeitos de abstinência como ansiedade, irritabilidade, insônia e outros. (D.r Rafael Dias Lopez – Portal doctorália.com)

Outra questão médica é que ainda não existe um consenso quanto ao tempo limite de utilização destes prescritos. Mas o Comitê Britânico para a Segurança de medicamentos e a Associação Canadense para os Transtorno de Ansiedade recomendam que seu uso seja não ultrapassem o período de 4 semanas. Na mesma publicação da Época o médico Miguel Jorge, professor da Unifesp, sugere que a utilização do recurso medicamentoso seja feita em um tempo estipulado. Paliativo provisório, até que a pessoa recorra a outras alternativas que supram suas necessidades e que não sejam apenas medicamentosas.

Uma pesquisa publicada pelos profissionais da saúde, sugere que das pessoas que utilizavam o medicamento por longos períodos, em torno de 3 anos ou mais, das 48 pessoas, 86% eram mulheres com cerca de 57 anos. Todas tomavam o medicamento diariamente por dez anos sem aumentar a dosagem. Assim, como a pesquisa obedece critérios tradicionais de avaliação de dependência, em torno de 12 indivíduos eram considerados farmacodependentes.

Viciado em remédios

Outra questão é que o uso contínuo de medicação para os que são viciados em remédios, promove a movimentação da indústria farmacêutica praticamente num ciclo vitalício. O consumo de benzodiazepínicos aumenta no país de forma geral e são as multinacionais que disputam esse mercado.

A revista Superinteressante publicou uma matéria em que são mais de 32 mil rótulos de medicamentos disponíveis no país, sendo que destes, os preferidos pelos brasileiros são analgésicos, antiinflamatórios e os ansiolíticos e tarja preta.

Além disso, a força dessa indústria é tão grande que pesquisadores da Associação Americana de Medicina questionam a idoneidade da informação prestada pelos laboratórios. Em 2000, a indústria farmacêutica financiou 70% dos testes de drogas clínicas em pesquisa nos Estados Unidos, em média 60 bilhões de dólares dos cofres dos laboratórios.

Por conta de quesitos como esses que devemos nos perguntar sobre a real necessidade do consumo a longo prazo destas medicações. Será que realmente vale a pena usar uma medicação controlada até o resto da vida?

Compreender que os tarja preta fazem mal ao longo prazo em conjunto com a questão da pessoa se tornar viciada em medicação é importante justamente para saber como proceder na administração destes medicamentos ao longo da vida. A farmacodependência, apesar de ser um diagnóstico raro e que leva poucos a recorrerem à reabilitação em clínicas, não deixa de ser um tipo de vício em que o paciente precisa fazer tratamento.

Grupo Braços Abertos lida com farmacodependência de calmantes

Já que estamos cientes que o consumo de benzodiazepínicos aumenta no país em um ritmo violento e que as pessoas estão se tornando viciadas em medicamentos tarja preta, o Grupo Braços Abertos lida com a farmacodependência de calmantes. Nós temos um tratamento exclusivo para portadores de diagnóstico de dependência em medicamentos.

Com clínicas em Mato Grosso do Sul, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais, as famílias não ficam desamparadas quando o assunto é auxiliar o dependente químico a se tratar. Somos pioneiros no tratamento incisivo de pessoas viciadas em remédios em conjunto com drogadição e alcoolismo.

Em nossa plataforma online você pode encontrar clínicas e telefone de nossos agentes para poder realizar a internação do paciente na unidade mais próxima a você. Fale com o Grupo Braços Abertos e deixe que nós te ajudamos.

AUTOR: Renan Rugolo Ré

AUTOR: Renan Rugolo Ré

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