Dependência química: Cresce a evasão no tratamento de drogas

Cresce a evasão no tratamento de drogas

A pandemia do novo coronavírus veio para ficar mesmo, quando começou muitos achavam que seria apenas uma “gripezinha” e que sequer iria parar o mundo como fez como o ano de 2020 e da maneira que está mudando a vida das pessoas até hoje. Entretanto, um caso interessante ocorreu no Piauí quando uma matéria sobre Dependência química: cresce a evasão no tratamento de drogas devido ao auxílio emergencial.

Já falamos em nossas matérias informativas aqui, que a dependência química é ardilosa e manipuladora. Às vezes não é a pessoa que está falando por si, mas sim a doença. Como o cérebro acaba por se acostumar com a substância, ficar sem a mesma pode gerar uma sensação de desconforto e ter algo que gere impulso ou gatilho de consumo, como o dinheiro por exemplo, pode incitar o processo reincidência de uso.

Sendo assim, por exemplo, pessoas que estão em tratamento da doença, podem estar aparentemente bem e com um quadro controlado da doença, mas basta um estímulo, um gatilho atrelado à pessoas, lugares, hábitos ou coisas, que a doença ressurge de maneira intensificada e é como se voltasse na estaca zero.

Por isso que, em muitas das vezes, se faz necessário o tratamento em clínicas de recuperação. Dentro dessas instituições é interessante salientar que as pessoas são assistidas 24 horas, sete dias por semana, sendo que se estivessem em seus lares não seria possível o controle e assistencialismo total da família.

Entretanto vale ressaltar que em meio a pandemia do novo coronavírus e com as clínicas já cheias, a oportunidade do saque do auxílio emergencial do governo por parte de pessoas que já estavam em tratamento, pode ter sido um gatilho para incitar ainda mais o processo de uso da substância.

Entenda o caso de recaída devido ao recurso do governo no Piauí

O que citamos anteriormente relacionado aos gatilhos, é primordial para que se entenda o caso de recaída devido ao recurso do governo no Piauí, fomentando ainda mais a evasão no tratamento de drogas devido ao auxílio emergencial. É triste, mas é totalmente plausível e faz parte do quadro da doença da dependência química esse tipo de comportamento.

Em muitos casos o dinheiro é um fator preponderante, especialmente quando se tratam de drogas ilícitas, já que é a única forma de poder de compra das mesmas. Então, tê-lo em mãos por parte de pessoas que ainda estão em processo de maturação da recuperação é uma dificuldade imensa.

Sendo assim, vale ressaltar que muitas pessoas que estavam institucionalizadas e que tinham o direito ao auxílio, só poderiam fazer o cadastramento e realizar o saque presencialmente.

Posto isso, teriam a chance e concomitantemente dariam a chance que o transtorno mental da síndrome do comportamento adictivo aliado ao consumo de substâncias psicoativas precisaria, o recurso para conseguir o produto final.

Não foi um caso isolado o contexto da evasão no tratamento de drogas devido ao auxílio emergencial, mas na reportagem exibida pela PITV foi fundamental para que se entenda o caso de recaída devido ao recurso do governo no Piauí.

Ainda bem que tudo nessa vida é passageiro

Na reportagem, o centro de recuperação durante o processo de pandemia e que estava com sua capacidade oscilando entre os 90 e 95%, chegou a ficar com capacidade ociosa de 60%. Ou seja, apenas 40% dos internos resistiram e permaneceram dentro da instituição com foco no procedimento da recuperação até o mês de dezembro.

A evasão no tratamento de drogas devido ao auxílio emergencial foi tão grande que a clínica quase não pagou as contas. Todavia, ainda bem que tudo nessa vida é passageiro e que apesar de muitos recairem devido ao assistencialismo, desde o final do ano até o momento foi constatado um pico nas internações.

O mais interessante é que as pessoas que voltaram para clínica no processo de tratamento eram praticamente as mesmas que estavam em recuperação e institucionalizadas no começo da pandemia. Por isso vale salientar que o que aconteceu, é válido como aprendizado, entretanto foi um passo para atrás no procedimento de recuperação.

As recaídas são importantes, elas fazem parte do procedimento de recuperação como forma de aprendizado, entretanto não são todos que conseguem sair do ciclo de uso de entorpecentes e álcool sozinhos, em muitos casos é necessário voltar a estaca zero e ser internado novamente e isso gera mais atraso no processo evolutivo da recuperação.

Mas ainda bem que tudo nessa vida é passageiro e que se tem uma segunda chance. Porque muitas pessoas que estão dentro de um contexto de ATIVA na doença, infelizmente nem sempre conseguem aproveitar e ter essa chance. Infelizmente acabam em prisões ou a doença os vencê da pior maneira possível, vindo à óbito.

Aprendendo a conviver com um leão que ruge diariamente no ouvido

O que aconteceu no Piauí com relação à evasão no tratamento de drogas devido ao auxílio emergencial, foi justamente quando a doença venceu, mas em recuperação é uma questão de ir aprendendo a conviver com um leão que ruge diariamente no ouvido incitando a ceder para o álcool ou para a droga de escolha.

Por isso, o tratamento medicamentoso conjuntamente com as técnicas oferecidas pelas instituições mais as terapias realizadas com os terapeutas ocupacionais e psicoterapeutas, ajudam e muito no quesito dessa convivência com a doença. Então é importante salientar que abandonar o tratamento em prol ao recebimento sem assistencialismo é uma abertura para recaída.

Entretanto existiriam outras técnicas que poderiam ser utilizadas como um acompanhante terapêutico ofertado pela instituição com o intuito de ajudar o dependente químico a não utilizar o narcótico ou a bebida e ao mesmo tempo o trazendo de volta para a instituição.

Afinal de contas, quando se trata de recuperação, todas as armas são importantes, justamente para que se tenha fôlego no quesito recuperação e distanciamento do dependente entre ciclo de uso e processos de recaída. Tudo está em jogo, família, vida, amor próprio e principalmente o futuro. É literalmente ir aprendendo a conviver com um leão que ruge diariamente no ouvido.

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