Clínicas de reabilitação para Dependentes Químicos e suas Comorbidades

Clínicas de reabilitação para Dependentes Químicos e suas Comorbidades

A doença do comportamento adictivo aliado ao consumo de narcóticos é um problema social em que cada vez mais pessoas sofrem em decorrência desse transtorno, entretanto existem tratamentos em clínicas de reabilitação para dependentes químicos e suas comorbidades. Quando estamos dentro do âmbito das doenças mentais, especificamente dos transtornos da mente, entramos exatamente na questão da adicção. Como sempre falamos em nossas matérias informativas, através de décadas de estudos passados e como resultado, a OMS outorgou em meados de 2001 que a dependência química é uma doença de cunho mental.

Além do mais a OMS considerou em adendo que, a o transtorno de consumo de substâncias através do comportamento adictivo é considerado um problema social grave e que precisa de soluções efetivas e eficazes à curto prazo. Conforme citados em outros artigos em nossa página do Grupo Braços Abertos, as epidemias de narcóticos variam de lugar para lugar e incitam mais e mais pessoas a ingressarem na onda de consumo de drogas. Entretanto, não é a toa que a Organização Mundial da Saúde considerou a dependência química como transtorno, justamente porque os problemas posteriores agregados e munidos dessa dissociação, são de alta periculosidade para saúde de quem sofre com a adicção quanto à família que convive com o dependente.

Como principal objetivo desta matéria, o Grupo Braços Abertos, têm como principal premissa explicar que a pessoa que sofre com a dependência química, depende de três fatores básicos para agregar outras doenças derivadas da adicção. Dependendo da droga de escolha, da quantidade utilizada e da duração desse vício, outras comorbidades podem surgir e agravar mais ainda o estado do usuário. Além do adoecimento físico a mente começa a sofrer graves lesões e que ao longo podem se tornar irreversíveis. Entretanto, tratar da dependência química já quando se sabe do transtorno, além de ajudar o dependente de forma a evitar que progrida esse uso e que cesse o as lesões cerebrais, é de extrema importância para que se evite que outras doenças apareçam. Portanto, clínicas de reabilitação para dependentes químicos e suas comorbidades é um assunto que deve ser abordado pontualmente.

 

O que são Comorbidades?

O famoso termo “A doença da doença” é o termo mais comum para a apresentação simples do que significa a palavra comorbidade. Quando se tem um diagnóstico de uma doença, caso a mesma não seja tratada de maneira a sanar o problema, outras doenças podem surgir em detrimento dessa causa principal.

Para entender melhor, vamos citar a obesidade como exemplo. Uma pessoa que sofre com um transtorno alimentar e começa a se tornar obesa, tende a ter diversas complicações no seu quadro de saúde. Hipertensão, diabetes, problemas circulatórios e ósseos começam a surgir. Entretanto, se uma doença se instalar e perdurar até o final da vida deste paciente, ela pode ser considerada uma comorbidade. Um clássico exemplo da doença da doença neste caso é a diabetes.

 

E na dependência Química?

Aí a questão é complicada. Sabe aquela famosa expressão, quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? É justamente aí que as comorbidades da dependência entram. Existem autores que defendem que antes mesmo de se procurar uma substância específica e se tornar dependente, a pessoa sofre de alguns distúrbios básicos dissociativos, como ansiedade e depressão, ou em alguns casos, transtornos de comportamento adictivo.

Outros ilustradores defendem que ao longo do processo de uso de substâncias, o indivíduo que está ligado à esses tipos de narcóticos, começam a desenvolver problemas relacionados aos transtornos da mente e desenvolvem comorbidades como TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada, TAB (Transtorno Afetivo Bipolar), Esquizofrenia, Psicose Aguda, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo, Transtorno de Personalidade de Borderline e entre outros.

 

Uma Opinião Própria

Como autor desse artigo, realizei algumas pesquisas bem interessantes que salientam essa questão das comorbidades. Entretanto, por se tratar de um transtorno mental e ter uma individualidade no diagnóstico e particularidade no tratamento, acredito que como a maioria dos estudos modernos relacionam que pessoas que já sofrem de alguns problemas mais comuns como ansiedade, comportamento compulsivo/obsessivo e depressão, recorrem as substâncias como meio de alívio. Sem ao menos sequer imaginar o que posteriormente, esse alívio constante pode acarretar mais e mais problemas.

Gostaria de citar como exemplo parte da minha vivência no âmbito da adicção. Passei por diversas instituições renomadas e só nesta última internação no começo de 2020, passei por médico psiquiatra e neurologista que me explicou exatamente o porque eu me sentia da maneira que sentia.

“Você tem esses pensamentos hoje porque você é bipolar, entretanto você se tornou bipolar porque usou cocaína demais. E você só usou cocaína demais, porque não cuidou da sua saúde mental quando criança e adolescente; e encontrou na substância alívio para sua vida tecnicamente problemática. O que levou a você ser um consumidor feroz em tudo o que você faz na sua vida, sem medir as consequências.”

Quando eu ouvi isso do médico, à princípio eu fiquei chocado, e olha que eu passei por dois hospitais psiquiátricos pioneiros no tratamento da dependência química à nível américa latina e isso mal foi cogitado. Eu jamais me imaginaria mentalmente fragilizado desde tão cedo. Foi neste mesmo médico que eu ouvi falar sobre transtorno dissociativo do comportamento adictivo. E saíndo da instituição que eu estava, no início de março de 2020 eu comecei a pesquisar mais sobre o assunto. E descobri que sou adicto, desde muito cedo.

 

Tratamento desde Cedo

Antes de realizar finalizar nosso artigo, quando se ouve que tudo é mais fácil quando se é criança, é mais pura verdade. Com os avanços no campo dos estudos da saúde mental e com acesso a informação de uma maneira nunca vista na história da humanidade. Realizar o tratamento em clínicas de reabilitação para dependentes químicos e suas comorbidades é de vital importância. Por fim, realizar a profilaxia no campo da saúde mental da criança desde pequeno é mais importante ainda, para que o indivíduo, se torne um adulto saudável.