Cigarro mata mais que drogas ilícitas

Cigarro mata mais que drogas ilícitas

Cigarro mata mais que drogas ilícitas

O tabagismo, apesar de não ser ilegal, tem sérias consequencias para a saúde pública, afinal o cigarro mata mais que drogas ilícitas. Por conta desta questão, o Grupo Braços Abertos traz fatos sobre o tabagismo, as consequências do uso contínuo e o impacto nos serviços de saúde pública do país.

A nicotina é uma substância encontrada em diversos tipos de produtos como cigarro, cachimbo, charuto, narguilé, alguns chicletes e até mesmo em adesivos. Ela é a responsável pela dependência, já que é uma substância psicoativa. Muitas pessoas não sabem, mas a dependência da nicotina é incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde.

O Inca (Instituto Nacional de Câncer) realizou uma publicação sobre o que causa a dependência do cigarro, e o vício se dá por conta da inalação da nicotina. Esta, produz alterações no SNC mudando o estado emocional e comportamental, exatamente como drogas como cocaína, maconha e álcool.

Ao atingir o cérebro, libera substâncias que são responsáveis pela sensação de prazer. Contudo, mesmo em pequenas quantidades, esse estímulo já serve para que quando haja uma baixa, a pessoa recorra novamente a outra dose. Assim, um maço de cigarro possui 20 unidades para estimular o cérebro durante o dia todo.

A OMS demonstrou em seu relatório que o cigarro mata em torno de 8 milhões de pessoas por ano. Destas, 7 milhões de óbitos são resultado direto do consumo de cigarro ao longo dos anos. Enquanto os outros 1,2 milhão é de pessoas que não faziam o consumo, mas conviviam com tabagistas. O fumo passivo é tão prejudicial quanto quem consome regularmente.

Todos os dias no Brasil, em torno de 443 pessoas morrem em decorrência do cigarro. Mais de 125 bilhão de reais são os custos dos danos por conta do tabagismo no SUS. Se não houvesse o consumo, 161.853 mortes anuais seriam evitadas. Para ser mais exato sobre essa conta: 37.686 dos óbitos são por problemas pulmonares devido DPOC; 33.179 à doenças cardíacas; 25.683 diversos tipos de cânceres; 24.443 câncer de pulmão; 18.620 tabagismo passivo; 12.201 à pneumonia e 10.041 ao AVC.

Tabagismo mata e dá despesas para o SUS

Tabagismo mata e dá despesas para o SUSUma publicação do Saúde Brasil, em sua cartilha de como parar de fumar demonstra que o tabagismo mata e dá despesas para o SUS. O prejuízo de 56,9 bilhão por ano, sendo 39,4 bi em custos médicos diretos e 17,5 bi decorrentes da perda de produtividade provocada pela incapacitação de trabalhadores ou morte prematura salienta que o cigarro mata mais que drogas ilícitas.

Contudo a arrecadação anual de impostos sobre a venda de cigarros de tabaco no brasil está em torno de 12,5 bilhões segundo o senso de 2015. A conta não fecha e há uma subtração de 44 bilhões em recursos públicos. Portanto, o cigarro é um grande vilão e assim como as drogas ilícitas, acarreta prejuízos significativos.

Apesar da lei aplicada sobre a proibição de consumo de cigarros em estabelecimentos fechados, comerciais, de uso coletivo, como bares e restaurantes, casas noturnas e outros, estabelece um parâmetro de mudança de comportamento de indivíduos fumantes, mas não garante que se pare de fumar. O primeiro a dar esse passo foi o estado de São Paulo, e posteriormente outros estados foram aderindo ao longo dos anos.

As idades de 13 a 15 anos que experimentou cigarro pelo menos uma vez na vida diminuiu de 19,20% para 15,61% entre os indivíduos pesquisados do sexo masculino. Já as mulheres não tiveram uma queda significativa, de 18,90% para 18,43% entre os anos de 2015 para 2020. (Fonte: Inca)

Ainda que os dados revelam que a conta não está fechando na área da saúde, o número de fumantes caiu 40% no Brasil em 12 anos. A matéria publicada pelo G1 demonstra que em torno de 90% da população brasileira não tem o hábito de fumar, em 2006 esse número era de 15,6% da população total brasileira.

Além do mais, existe uma pesquisa que aponta que um indivíduo que fuma pelo menos um maço de cigarro por dia, gasta em torno de mais de mil reais a cada três meses. Realizar o tratamento medicamentoso para parar de fumar, auxilia consideravelmente e das dez pessoas que se submeteram a esse procedimento, 5 ou 6 nunca mais voltaram a fumar.

Como parar de fumar

Agora que você sabe que o cigarro mata mais que drogas ilícitas, que os prejuízos do cigarro no organismo são imensuráveis e que o tabagismo mata e dá despesas para o SUS, então como parar de fumar? Existem três métodos para que você pare de fumar de maneira efetiva.

  1. Com tratamento medicamentoso

Parar de fumar pode gerar ansiedade e fazer com que pessoas compensem a falta da substância em outras coisas como por exemplo, comida e doces. Porém, existe um medicamento que ajuda consideravelmente, o cloridrato de bupropiona, o famoso Bup.

Contudo, para pessoas que querem largar do cigarro, mas querem tomar medicação, a melhor forma de reduzir processos ansiosos é consultar o médico e falar sobre o recurso medicamentoso.

  1. Redução progressiva

Redução de danos progressivos é o ato de diminuir a substância ao ponto de zerar seu consumo. Se você fuma um maço por dia, no outro pode fumar 19 unidades, posteriormente 18, e assim por diante. Até zerar esse consumo.

  1. Parada Total

A parada total, consiste em simplesmente não comprar mais cigarros e concomitantemente não consumí-los. Tem que ter opinião, mas é o método mais eficaz e doloroso.

Grupo Braços Abertos no combate ao cigarro

O contingente de pessoas que faz uso de substâncias psicoativas é grande no país, ainda mais quando se compara os dados com outros países. Contudo, mesmo com uma população fumante inferior a 10 por cento, o déficit na saúde pública ainda é alto. O cigarro mata mais que drogas ilícitas, então aproveitar dos programas antitabagismo oferecidos pelo SUS é um meio interessante de se livrar do vício. E se você estiver precisando de ajuda, entre em contato com o Grupo Braços Abertos.

AUTOR: Renan Rugolo Ré

AUTOR: Renan Rugolo Ré

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